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domingo, 16 de junho de 2013
Poema de Dilma
Fui torturada na ditadura por ele
Choro ao lembrar
Mas os interesses do torturador
Também são meus chego a pensar
Ele presidente da CBF
Eu presidente do Brasil
Quem acredita em política
Sinto muito, é muito infantil
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O Brasil que não se vê na TV
Por Laurindo Lalo Leal Filho
O Brasil que se vê na TV está restrito ao Rio e à São Paulo, salvo raras exceções. Exibem-se nas novelas e nos telejornais, lindas paisagens e graves problemas urbanos dessas metrópoles para todo o país.
Fico a me perguntar o que interessa ao morador de Belém o congestionamento da Marginal do Tietê, exaustivamente mostrado pelas redes nacionais de TV? Não haveria fatos locais muito mais importantes para a vida dos telespectadores do Pará do que as mazelas da capital paulista?
No entanto, o conteúdo que vai ao ar não é determinado pelos interesses ou necessidades do telespectador e sim pela lógica comercial. Para o empresário de TV local é mais barato e mais lucrativo reproduzir o que a rede nacional de televisão transmite, inserindo alguns comerciais da região, do que contratar profissionais para produzir seus próprios programas.
Para as grandes redes trata-se de uma economia de escala: com um custo fixo de produção, o lucro cresce à medida em que os anúncios são veiculados num número crescente de cidades.
Isso ocorre porque como qualquer outra atividade comercial a lógica do capital é a da concentração, regra da qual a televisão, movida pela propaganda, não escapa. Só que a TV não é, ou não deveria ser, apenas um negócio como outro qualquer.
Por transmitir valores, idéias, concepções de mundo e de vida, ela é também um bem cultural e não uma simples mercadoria. Dai a necessidade de ser regulamentada e ter os seus serviços acompanhados de perto pela sociedade.
Como concessões públicas, as emissoras têm obrigação de prestar esses serviços de maneira satisfatória, atendendo às necessidades básicas de informação e entretenimento a que todos tem direito. Caso contrário, caberiam reclamações, processos e punições, como ocorre em quase todas as grandes democracias do mundo.
Aqui, além de não existirem órgãos reguladores capazes receber as demandas do público e dar a elas os devidos encaminhamentos, não temos uma legislação capaz de sustentar esse processo. Por aqui vale tudo.
E quem perde é a sociedade, empobrecida culturalmente por uma televisão que a trata com desprezo. Diretores de emissoras chegam a dizer, preconceituosamente, que “dão ao povo o que o povo quer”.
Um caso emblemático da falta que faz essa legislação é o da produção e veiculação de programas regionais. Se o mercado concentra a atividade televisiva no eixo Rio-São Paulo, cabe a lei desconcentrá-lo, como determina artigo 221 da Constituição, até hoje não regulamentado.
Sua tramitação é seguidamente bloqueada no Congresso por parlamentares que representam os interesses dos donos das emissoras de TV.
Em 1991 a então deputada Jandira Feghali apresentou um projeto de lei estabelecendo percentuais de exibição obrigatórios para produção regional de TV no Brasil. Doze anos depois, em 2003, após várias concessões feitas para atender aos interesses dos empresários, o texto foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado, onde dorme um sono esplendido até hoje.
São mais de vinte anos perdidos não apenas para o telespectador, impossibilitado de ver o que ocorre na sua cidade e região. Perdemos também a oportunidade de abrir novos mercados de trabalho para produtores, jornalistas, diretores, atores e tantos outros profissionais obrigados a deixar suas cidades em busca de oportunidades limitadas nos grandes centros.
Mas se os interesses empresariais das emissoras bloqueiam esse florescimento artístico e cultural, as novas tecnologias estão abrindo brechas nessas barreiras. O barateamento e a diminuição dos equipamentos de captação de imagens impulsionaram o vídeo popular e a internet vem sendo um canal excelente de divulgação desses trabalhos.
Combina-se a vontade e a capacidade de fazer televisão fora das emissoras tradicionais com a necessidade do público de acompanhar aquilo que acontece perto de sua casa ou de sua cidade.
O que não descarta a necessidade da existência de programação regional nas grandes emissoras, como forma de tornar o Brasil um pouco mais conhecido pelos próprios brasileiros.
O Brasil que se vê na TV está restrito ao Rio e à São Paulo, salvo raras exceções. Exibem-se nas novelas e nos telejornais, lindas paisagens e graves problemas urbanos dessas metrópoles para todo o país.
Fico a me perguntar o que interessa ao morador de Belém o congestionamento da Marginal do Tietê, exaustivamente mostrado pelas redes nacionais de TV? Não haveria fatos locais muito mais importantes para a vida dos telespectadores do Pará do que as mazelas da capital paulista?
No entanto, o conteúdo que vai ao ar não é determinado pelos interesses ou necessidades do telespectador e sim pela lógica comercial. Para o empresário de TV local é mais barato e mais lucrativo reproduzir o que a rede nacional de televisão transmite, inserindo alguns comerciais da região, do que contratar profissionais para produzir seus próprios programas.
Para as grandes redes trata-se de uma economia de escala: com um custo fixo de produção, o lucro cresce à medida em que os anúncios são veiculados num número crescente de cidades.
Isso ocorre porque como qualquer outra atividade comercial a lógica do capital é a da concentração, regra da qual a televisão, movida pela propaganda, não escapa. Só que a TV não é, ou não deveria ser, apenas um negócio como outro qualquer.
Por transmitir valores, idéias, concepções de mundo e de vida, ela é também um bem cultural e não uma simples mercadoria. Dai a necessidade de ser regulamentada e ter os seus serviços acompanhados de perto pela sociedade.
Como concessões públicas, as emissoras têm obrigação de prestar esses serviços de maneira satisfatória, atendendo às necessidades básicas de informação e entretenimento a que todos tem direito. Caso contrário, caberiam reclamações, processos e punições, como ocorre em quase todas as grandes democracias do mundo.
Aqui, além de não existirem órgãos reguladores capazes receber as demandas do público e dar a elas os devidos encaminhamentos, não temos uma legislação capaz de sustentar esse processo. Por aqui vale tudo.
E quem perde é a sociedade, empobrecida culturalmente por uma televisão que a trata com desprezo. Diretores de emissoras chegam a dizer, preconceituosamente, que “dão ao povo o que o povo quer”.
Um caso emblemático da falta que faz essa legislação é o da produção e veiculação de programas regionais. Se o mercado concentra a atividade televisiva no eixo Rio-São Paulo, cabe a lei desconcentrá-lo, como determina artigo 221 da Constituição, até hoje não regulamentado.
Sua tramitação é seguidamente bloqueada no Congresso por parlamentares que representam os interesses dos donos das emissoras de TV.
Em 1991 a então deputada Jandira Feghali apresentou um projeto de lei estabelecendo percentuais de exibição obrigatórios para produção regional de TV no Brasil. Doze anos depois, em 2003, após várias concessões feitas para atender aos interesses dos empresários, o texto foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado, onde dorme um sono esplendido até hoje.
São mais de vinte anos perdidos não apenas para o telespectador, impossibilitado de ver o que ocorre na sua cidade e região. Perdemos também a oportunidade de abrir novos mercados de trabalho para produtores, jornalistas, diretores, atores e tantos outros profissionais obrigados a deixar suas cidades em busca de oportunidades limitadas nos grandes centros.
Mas se os interesses empresariais das emissoras bloqueiam esse florescimento artístico e cultural, as novas tecnologias estão abrindo brechas nessas barreiras. O barateamento e a diminuição dos equipamentos de captação de imagens impulsionaram o vídeo popular e a internet vem sendo um canal excelente de divulgação desses trabalhos.
Combina-se a vontade e a capacidade de fazer televisão fora das emissoras tradicionais com a necessidade do público de acompanhar aquilo que acontece perto de sua casa ou de sua cidade.
O que não descarta a necessidade da existência de programação regional nas grandes emissoras, como forma de tornar o Brasil um pouco mais conhecido pelos próprios brasileiros.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Após se darem aumento salarial,vereadores do Recife aumentam verba para combustível
Por Cláudia Vasconcelos, no Jornal do Commercio
Três semanas depois de concederem reajuste de 62% para os membros da próxima legislatura, a começar em 2013, os vereadores do Recife entram em mais polêmica num ano de eleições municipais. O Diário Oficial do Município publicou ontem resolução que aumenta de R$ 2.300 para R$ 3.700 a verba para combustível a ser paga a cada um dos 36 integrantes da Casa – salto de 60,8%. Os créditos não utilizados acumulam para o mês seguinte. Com o dinheiro, seria possível encher o tanque de um sedã de luxo como o Novo Honda Civic, de 57 litros, 24 vezes por mês.
A decisão foi tomada em 20 de dezembro último, um dia depois do aumento do salário. De acordo com a Resolução 602/2011, o reajuste passa a valer em 1º de fevereiro. A resolução altera outra, a número 283, de 2009. Esta foi redigida tendo em vista a Lei Municipal 17.522/2008, que versa sobre como deve ser fixada a verba para combustível na Câmara.
O percentual do reajuste destoa da inflação dos combustíveis no Recife em todo o ano de 2011, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 1,37%. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina no Recife chegou a R$ 2,64 na semana passada.
O consultor automotivo Alexandre Costa afirma que um veículo 2.0 consegue rodar de oito a nove quilômetros com um litro de gasolina na cidade, em média, e 11 quilômetros por litro se pegar a estrada. Assim, com R$ 3.700, um vereador do Recife poderia ir e voltar de carro a Porto Alegre duas vezes a cada 30 dias.
O recurso também serve, segundo a Lei 17.522/2008, para despesas com lubrificantes. Tomando o exemplo do Civic, o consultor automotivo calcula que o óleo seria trocado a cada 7,5 mil quilômetros rodados, a R$ 150. "“Eles não conseguiriam usar esse combustível e óleo todo em um mês"”, diz Costa.
Cada gabinete recebe cinco cartões magnéticos, cujos créditos são determinados mensalmente pelo vereador responsável, respeitando o teto. Conforme o artigo 2º da lei municipal, o limite das despesas com combustível e lubrificante é de R$ 3.700, justamente o fixado pela resolução de dezembro. O JC procurou o presidente da Câmara, Jurandir Liberal (PT), por celular, telefone do gabinete e da residência e também via assessoria de imprensa, sem retorno. O 1º secretário, Augusto Carreras (PV), responsável pelas finanças da Casa, também não foi localizado.
Três semanas depois de concederem reajuste de 62% para os membros da próxima legislatura, a começar em 2013, os vereadores do Recife entram em mais polêmica num ano de eleições municipais. O Diário Oficial do Município publicou ontem resolução que aumenta de R$ 2.300 para R$ 3.700 a verba para combustível a ser paga a cada um dos 36 integrantes da Casa – salto de 60,8%. Os créditos não utilizados acumulam para o mês seguinte. Com o dinheiro, seria possível encher o tanque de um sedã de luxo como o Novo Honda Civic, de 57 litros, 24 vezes por mês.
A decisão foi tomada em 20 de dezembro último, um dia depois do aumento do salário. De acordo com a Resolução 602/2011, o reajuste passa a valer em 1º de fevereiro. A resolução altera outra, a número 283, de 2009. Esta foi redigida tendo em vista a Lei Municipal 17.522/2008, que versa sobre como deve ser fixada a verba para combustível na Câmara.
O percentual do reajuste destoa da inflação dos combustíveis no Recife em todo o ano de 2011, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 1,37%. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina no Recife chegou a R$ 2,64 na semana passada.
O consultor automotivo Alexandre Costa afirma que um veículo 2.0 consegue rodar de oito a nove quilômetros com um litro de gasolina na cidade, em média, e 11 quilômetros por litro se pegar a estrada. Assim, com R$ 3.700, um vereador do Recife poderia ir e voltar de carro a Porto Alegre duas vezes a cada 30 dias.
O recurso também serve, segundo a Lei 17.522/2008, para despesas com lubrificantes. Tomando o exemplo do Civic, o consultor automotivo calcula que o óleo seria trocado a cada 7,5 mil quilômetros rodados, a R$ 150. "“Eles não conseguiriam usar esse combustível e óleo todo em um mês"”, diz Costa.
Cada gabinete recebe cinco cartões magnéticos, cujos créditos são determinados mensalmente pelo vereador responsável, respeitando o teto. Conforme o artigo 2º da lei municipal, o limite das despesas com combustível e lubrificante é de R$ 3.700, justamente o fixado pela resolução de dezembro. O JC procurou o presidente da Câmara, Jurandir Liberal (PT), por celular, telefone do gabinete e da residência e também via assessoria de imprensa, sem retorno. O 1º secretário, Augusto Carreras (PV), responsável pelas finanças da Casa, também não foi localizado.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Nada de bom dia
Olá,contribuinte.Não posso dar bom dia ao se iniciar mais uma jornada por causa da seguinte notícia:
Estudo da Transparência Brasil conclui que os parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa para o contribuinte R$11.545. Por ano, cada senador custa R$33 milhões. Cada deputado tem o custo de R$ 6 milhões.
domingo, 5 de junho de 2011
Falsa propaganda se destrói com a realidade
A situação da prefeita de Natal,Micarla de Sousa, realmente está muito difícil. Não bastasse a má administração pública que está gerando na sociedade civil o pedido de impeachment, o governo municipal agora deu para mentir.
As propagandas veiculadas pela prefeitura na televisão - que são muito caras - não condizem com a realidade. Um exemplo disso é o vídeo acima, que satiriza e ao mesmo tempo denuncia a falácia política, que gasta muito com esse tipo de divulgação em vez de destinar o dinheiro nos serviços básicos para o cidadão.
Os idealizadores do vídeo brilhantemente usam a ironia de forma proposital para fazer a contraposição do discurso do ator da propaganda com as imagens do hospital Santa Celeste - local no qual a propaganda está se referindo -, causando um ruído indignante na mensagem proferida. A comprovação da mentira se dá também com depoimentos de médicos e pacientes, as verdadeiras autoridades no assunto, já que estão lá todos os dias.Outras formas de comprovação do caos na saúde no vídeo é o choro de crianças ao fundo e algumas mães com aspecto de axaustão segurando seus filhos no braço.
A propaganda tem o slogan "Você não sabia? Agora sabe e aprova". Imagina se soubesse...
As propagandas veiculadas pela prefeitura na televisão - que são muito caras - não condizem com a realidade. Um exemplo disso é o vídeo acima, que satiriza e ao mesmo tempo denuncia a falácia política, que gasta muito com esse tipo de divulgação em vez de destinar o dinheiro nos serviços básicos para o cidadão.
Os idealizadores do vídeo brilhantemente usam a ironia de forma proposital para fazer a contraposição do discurso do ator da propaganda com as imagens do hospital Santa Celeste - local no qual a propaganda está se referindo -, causando um ruído indignante na mensagem proferida. A comprovação da mentira se dá também com depoimentos de médicos e pacientes, as verdadeiras autoridades no assunto, já que estão lá todos os dias.Outras formas de comprovação do caos na saúde no vídeo é o choro de crianças ao fundo e algumas mães com aspecto de axaustão segurando seus filhos no braço.
A propaganda tem o slogan "Você não sabia? Agora sabe e aprova". Imagina se soubesse...
sábado, 4 de junho de 2011
Palocci não dá explicações claras de como ficou 20 vezes mais rico em quatro anos
Em entrevista exclusiva ao Jornal Nacional da Rede Globo, o Ministro da Casa Civil Antônio Palocci se defendeu das acusações de que tenha aumentando em 20 vezes o seu patrimônio em quatro anos de forma ilícita.Segundo ele, esse dinheiro veio dos serviços de Consultoria que o mesmo prestava para empresas de indústrias privadas e que todos os contratos foram entregues à Receita Federal com emissão de notas fiscais, tendo dessa forma a segurança de aparato legal das negociações.
Porém, Palocci não quis dizer o quanto a sua empresa faturou ano a ano de 2006 a 2010 e nem que foram esses clientes que pagaram a ele alguns milhões por serviços prestados. "Os números eu não gostaria de dizer porque não dizem respeito ao interesse público. E as empresas não gostaria de expô-las por se tratar de empresas renomadas no setor em que atuam", disse. Estima-se que nos meses de novembro e dezembro Palocci tenha arrecadado 20 millhões (10 a cada mês), justamente no período em que foi coordenador de campanha da então candidata Dilma Roussef. Palocci assim que foi indagado pelo repórter Júlio Mosquera sobre a coincidência dos fatos, afastou logo a possibilidade de associação. "Não há um centavo do faturamento da minha empresa aplicado em campanha política".
Por fim, o acusado afirmou que não existe crise do governo, mas sim de sua pessoa. "Prefiro assumir as responsabilidades de prestar esclarecimentos aos órgãos competentes. O que não pode ser feito é misturar um assunto com outro", disse Palocci tentando se referir a independência do faturamento empresarial com financiamento de campanha.
Oposição não se convenceu da entrevista de Palocci
Apesar de Palocci ter dito que as altas quantias dos serviços de sua empresa ter vindo da iniciativa privada, o líder do Democratas, ACM-Neto, sentiu falta de explicações. "Não revelar a quantia, nem quem eram esses clientes, se essas empresas não tinham interesse na área pública fez ele se complicar mais do que se explicar", disse.
Já o senador Cristovam Buarque do PDT, partido que apóia o governo, disse que ficou frustrado por Palocci não explicar a concentração de ganhos principalmente no final do ano. Para ele, consultorias não funcionam assim. "Eu esperava que ele disesse para quem ele fez os trabalhos, o porque dos valores serem esses. Eu quando jovem fazia consultoria e sempre sabia o porque daquele determnado valor. A gente calculla o número de horas de trabalho, o número de todos os envolvidos naquela atividade. Eu acho que depois dessa entrevista vai crescer o movimento pela convocação dele ao Senado ou mesmo o movimento pela CPI".
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