quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poema do dia 12 de junho




Sou sortudo
Em falar com ela a todo momento
Me ajuda na disposição matinal
Porque sem a sua voz seria um tormento

A todos que veem nossa relação comum aos olhos
Não nota que ali há algo bacana
Quero tocá-la sempre
Sua simplicidade me encanta

Ela é escura e doce ao mesmo tempo
Mas a claridade aparece com um abraço
Um ato humano sincero e simples
Que desfaz o embaraço

Quando ela ri me dá vontade de chorar
Não de tristeza, mas de emoção
Vê-la feliz é minha sina
Que encaro como uma missão

Ela é tudo que eu queria
Mas isso é assustador
Ainda não faço ideia do que tenho
Encontrei meu grande amor

Ela não me ensina com palavras
Mas com gestos
Basta apenas um olhar
Para entender o mundo que enxergo

Arritmia é coisa normal
Principalmente se ela estiver ao meu lado
Porém sem ela não sei o que fazer
Eu fico parado

Não sei o que pode acontecer
Quem dera eu poder o futuro adivinhar
Mas de uma coisa eu sei
Desejo para sempre ao lado dela acordar


domingo, 10 de junho de 2012

Promessa de bons momentos


20 minutos. Foi o suficiente para traçar o perfil de uma parte das mulheres na faixa dos 35. A maioria das mulheres tem o desejo de casar e viver uma vida estável, amorosa e financeiramente. Aquelas que chegam a essa idade e tem esse desejo, mas se não conseguem, começam a entrar em desespero. 

Dessa forma, existem três alternativas para elas: ficar quieta, sair pegando todo mundo ou ir atrás de quem deseja ter uma união estável também, em outras palavras, os homens casados.

E parece que a segunda e terceira opção foi a escolhida por duas delas que chegaram a lanchonete em que eu estava, e que por sinal fica de frente para uma casa de shows de forró, o destino de ambas.
Arrumadas, cheirosas e pele já desgastada que não negava a vivência...pediram um cachorro quente (lanche mais barato do cardápio). A que estava comendo ofereceu a outra, que respondeu: “Na saída eu como, só sinto fome depois da dançar muito forró”, disse. Mas logo pode-se conferir que isso não era inteiramente verdade. A mulher que recusou não negou outro oferecimento do lanche feito pela amiga, que logo dividiu o pão em dois.

Enquanto comiam, eu também me deliciava com meu Bauru enquanto ficava impossível de não ouvir a conversa das “garotas”, já que estavam do meu lado no ambiente silencioso em que a festa ainda não havia começado. Após uma apontar para a outra um rapaz solteiro que estava em outra barraca do outro lado da rua, falavam sem parar de homens casados. “Mulher, ele já tem uma filha de 17 anos, ta se separando e tem uma casa de piscina”, disse uma delas.

Foi só o que ouvi, mas o suficiente para enxergar o contexto. Fui embora, segui o meu destino de volta para casa. Elas ficaram ainda na lanchonete, mas logo creio que tomaram o destino delas também, primeiro o forró, depois eu não sei para onde.