terça-feira, 11 de outubro de 2011

Programação cultural da Cientec está definida para este ano


A XVII edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC 2011), a ser realizada entre 18 e 21 de outubro, não vai ser somente em comemoração ao Ano Internacional da Química. Apesar do cientificismo que o evento emprega, a programação cultural também será extensa e está definida.

Serão ao todo, cinco pólos de atração ao redor das instalações da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Circo da Luz (Praça Cívica), Palco das Artes (Anfiteatro do Campus), Praça do Choro (praça de alimentação do evento), Capela e Auditório da Escola de Música vão ser os lugares destinados às apresentações.

Durante os quatro dias de CIENTEC, o público poderá ter contanto com músicos locais e regionais, dançarinos, escritores, cartunistas e até oficinas de reciclagem, em referência ao tema desse ano: “Inovação para o Desenvolvimento Sustentável”.

Confira a programação completa da CIENTEC Cultural:

Dia 18/10
Circo da Luz
10h – Escola Estadual Clara Camarão – Oficina (A lenda do boto em Ritmo de Carimbó); Escola Estadual Dulce Wanderley – Banda Fanfarra
10h30 – Show Musical Flor do Mamulengo
11h30 –Show Banda dois Polos
14h – Show Banda Organos
15h30 – Show Banda BokaLibre
17h – Show Banda Relativa
20h – Bate Papo com Mário Prata – FLIQ

Palco das Artes
19h – Show – Gato Lúdico
20h30 – Show COMPOR (Cooperativa de Músicos Potiguar)
22h – Show Regional Petrúcio Amorim

Capela
17h – Grupo de Percussão da EMURF, Coral Ecumênico Infantil da Boa Vontade, Sexteto Potiguar, Coral da UNP, Orquestra de Violões da UFRN.

Praça do Choro
17h – Choro na Lua
Auditório da Escola de Música
15h – Dança de Rua “to na Área”, Dança do Ventre, Grupo de Dança do IECE, Move, Persona
16h – Híbrida, Nos tempos da Brilhantina, Sete Chaves, Suíte Gonzagão, Grupo de dança do Ventre Asas de Isis e Cia.

Dia 19/10
Circo da Luz
10h – Escola Estadual Jerônimo Gueiros – Dança “Dançando a Dois”; Escola Estadual Jean Mendes – Teatro: Agonia de um Planeta; Escola Estadual Jean Mendes – Música: Botaram tanta fumaça
10h30 – Apresentação Orquestra Armorial da Escola Marista
11h30 – Show Banda Monte Sião
14h – Show Tesla Orquestra
15h30 – Show Simona Talma & Gadelha
17h – Show Camarones Orquestra Guitarrística
20h – Bate Papo com Ricardo Amaral
21h – Bate Papo com Carpinejar – Feira do Livro em Quadrinhos (FLIQ)

Palco das Artes
19h – Show Grupo Musical Saturnino
20h30 – Show Cida Airam
22h – Show Liz Rosa

Praça do choro
17h – João Vitor no Choro

Capela
17h – Grupo de Violões do Centro Cultural de Natal, Coral da EAJ, Quarteto Sobrassaltos, Grupo de Violoncelos da EMUFRN, Coral de Câmara da UFRN, Quarteto de Trompas da EMUFRN

Auditório da Escola de Música
19h30 – Encontro de Violão – Com violonista Francisco Gil (México)

Dia 20/10
Circo da Luz
10h – Escola Estadual Potuguassyu – Oficina Reciclando para uma vida melhor
11h – Grupo percussionista Poty Axé
14h – Grupos Regionais: Pastoril e Coco de Roda (Pedra Grande), Percussão e Dança (Francisco Dantas), Flautas do Chico Antônio (Pedro Velho)
15 às 17h – Concurso dos cosplays – concurso de personagens infantis
17h30 – Show Hild Cavalcanti
19h – Conversa com Fabiano dos Santos – Frente Parlamentar em Defesa do Livro e da Leitura
20h – Bate Papo com Frei Beto – Feira do livro em Quadrinhos (FLIQ)

Palco das Artes
18h – Grupo de Tai Chi Chuan de Idosos – Cheng Hsin Nery Chao
19h – Projeto Contatos, Ouidah, Grupo de dança da UFRN, Grupo de Dança Arte BR, Gaya Dança Contemporânea, EDITAM, Parafolclórico da UFRN
20h30 – Orquestra de Clarinete
21h30 – Octeto de Sax
22h30 – Big Band Jerimum Jaz
23h30 – Grupo Acorde

Praça do Choro
17h – Antonio de Pádua

Capela
17h – Coral da Prefeitura do Natal, Coral Bibliocanto

Auditório da Escola de Música
19h30 – Encontro de Violão – Francisco Gil (México)

Dia 21/10
Circo da Luz
10h – Apresentação da Banda de Música da Apabb; Apresentação dos Bonecos e Bonequinhos do RN
14h – Escola Estadual Mestor Lima – Sem medo de misturar: Da Música Erudita a Popular
15h às 17h – Concurso dos cosplays – concurso de personagens infantis
17h30 – Show de Grupo Meirinhos do Forró
20h – Bate Papo com Reinaldo – Casseta + cartunista Laerti ou (filho Rafael Coutinho) – Feira do Livro em Quadrinhos (FLIQ)

Palco das Artes
19h – Conexão Brasil/Felipe Camarão
20h30 – Orquestra Sinfônica da UFRN & Camila Masiso
22h – Show Rejane Luna

Praça do Choro
17h – Chico Bethoven e o Choro do Elefante

Auditório da Escola de Música
19h30 – Monólogo “Carlos Mariguella e o Chamado de Cangoma”



Humor-Lançamento Nordestino da Apple

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Professora da USP fala sobre a farça que é o Minha Casa Minha Vida do Governo Federal

Foto:Leandro Cunha

Atendendo a convite do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes (CCHLA), na pessoa do professor Márcio Valença, a professora Camila D’Ottaviano, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) proferiu a palestra intitulada “Condomínios fechados – os prós e os contras”. O evento aconteceu na manhã desta seguda-feira, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) da UFRN.

Camila D’Ottaviano iniciou sua fala fazendo um apanhado histórico do nascimento dos condomínios fechados. Nos anos 1990, os empreendimentos eram destinados somente para pessoas de classe média alta nas capitais. No início dos anos 2000, foi o “boom” desse tipo de construção, se alastrando pelas regiões metropolitanas.
Foto:Leandro Cunha


A professora também traçou o perfil dos condomínios, especificamente em São Paulo nos dias de hoje. A maioria contém um banheiro e dois dormitórios, localizados na Zona Leste da cidade, voltado para pessoas de baixa renda. Isso só foi possível graças a implementação pelo Governo Federal do projeto Minha Casa, Minha Vida, que retirou famílias de áreas de riscos nos morros para dar casa própria as pessoas.
Foto:Leandro Cunha


Porém, a professora faz ressalvas sobre o projeto. Apesar de as pessoas que tem até três salários mínimos, pagarem R$50 de prestação e R$ 60 de condomínio ser vantagem, não há infra-estrutura básica e serviços disponíveis para as pessoas. “A propaganda sempre mostra uma família de loiros felizes, em amplo espaço ao ar livre em áreas de lazer, mas a realidade não é bem assim”, disse a professora. Ela fez um comparativo entre o que é mostrado na planta contrastando com fotografias assim que os empreendimentos ficam prontos, e a diferença ficou notável.

Outro problema, esse mais grave, foi a ausência de serviços perto dos condomínios. Em Realengo-RJ, famílias reclamam que não tem padaria, farmácia e nem supermercado nas proximidades. Algumas pessoas que antes pegam uma condução para ir trabalhar agora pegam duas.

Toda a descrição dos problemas serviu para a professora fazer o alerta para que as famílias não devam ser jogadas em vias expressas sem infra-estrutura necessária para se viver.

Confira o documentário "Realengo,aquele desabafo!" sobre o arrependimento das famílias que saíram das favelas:

domingo, 9 de outubro de 2011

Maturidade da Folkcomunicação


Por José Marques de Melo

O campo da folkcomunicação foi descortinado em 1951, por Marshall McLuhan, ao lançar seu livro de estréia “The Mechanical Bride”, tendo como objetivo de análise o “folclore do homem industrial”. Uma década depois, Luiz Beltrão inicia o estudo sistemático da matéria, ao implantar o curso de Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco. As pistas históricas estavam evidentes em seu livro “Iniciação à Filosofia do Jornalismo” (Rio, Agir, 1960), que ele procura disseminar entre os discípulos nordestinos. Mas ele próprio envereda por caminho distinto do percorrido por McLuhan. Focaliza não só a apropriação da folk culture pela mídia, e sim o uso da mass culture pelo folclore, recodificando e interpretando o conteúdo da mídia para compreensão do povão.

Em 1967, quando defende sua tese de doutorado na Universidade de Brasília, Luiz Beltrão lança as bases de uma interdisciplina que conquistaria adeptos em todas as partes do país, suscitando também o interesse de intelectuais do calibre de Umberto Eco.

Mas estudos de folkcomunicação só ganhariam maior impacto e teriam mais difusão a partir d 1998, quando se estrutura a rede Folkcom, congregando os jovens pesquisadores da área. Além de se reunir anualmente nas Conferências Brasileiras de Folkcomunicação e de pesquisar os novos fenômenos emergentes do campo, a nova geração deu alento às teses de Luiz Beltrão, renovou-as sem cair na tentação de torná-las preceitos canônicos.

O esforço rejuvenescedor e a ousadia revitalizadora da Rede Folkcom acabam de ser reconhecidos pelo júri do Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, mantido pelo Intercom com o patrocínio do Programa Globo Universidade. Ao receber, das mãos do presidente da Intercom, Antonio Holfeldt, o troféu de “Grupo Inovador”, o professor Marcelo Pires de Oliveira (Bahia), presidente dessa rede acadêmica, seguramente vai destacar o mérito dos seus antecessores  na liderança da nova geração, como é o caso das professoras Cristina Schmidt (São Paulo) e Betânia Maciel (Pernambuco), além de realçar a persistência e o entusiasmo de Roberto Benjamin (Recife), Osvaldo Trigueiro (João Pessoa), Joseph Luyten (São Paulo), Sebastião Breguez (Belo Horizonte), Luis Custódio (Campina Grande), Sérgio Gadini (Ponta Grossa), que vêm amadurecendo a pesquisa folkcomunicacional.

Confirmando o acerto da decisão oriunda do júri da Intercom, a editora do Senado Federal acaba de lançar dois livros de autoria do professor Wolfgang Teske, pesquisador da Universidade Federal do Tocantins, contendo estudos de caso dos processos folkcomunicacionais quilombolas, expressando a resistência cultural das comunidades negras marginalizadas naquela região.

E que crise

Charge:Ivan Cabral

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre um gênio-Steve Jobs



O Gênio da tecnologia pós-moderna, Steve Jobs, morreu na última quarta-feira (05) por causa de um câncer no pâncreas, a qual lutava desde o início dos anos 2000.

Jobs foi um homem incansável, ávido por mudanças e foi responsável por toda a transformação tecnológica que vivemos hoje, principalmente em relação à mobilidade.

Foi inventor do Computador Pessoal (PC). Também revolucionou o cenário musical ao levar o pé da letra o conceito de multimídia, conjugando nos mesmos aparelhos dispositivos para música, computador e telefonia móvel. Criou o iTunes, iPod, iPhone e iPad.

Jobs morreu não só pela doença, mas também pela tristeza que a mesma lhe trouxe ao tirar a possibilidade de criação dele. Manifestações de lamentação no mundo todo aconteceram quando soube-se da morte de Jobs, mas a maior homenagem foi as pessoas saberem de sua morte pelos aparelhos que ele mesmo inventou. 

Confira a trajetória do gênio incansável:
Anos 70

 Os amigos de escola Steven Wozniak e Steve Jobs fundam a Apple Computer em 1976. Seu primeiro produto, o Apple I, construído em formato de circuito integrado, estreia no clube de aficionados "Homebrew Computer Club" em Palo Alto, Califórnia. Um ano depois, a companhia lança o Apple II, o primeiro computador pessoal com gabinete plástico e gráficos coloridos.


Na foto, o "rústico" Apple I, com gabinete em madeira, primeiro produto criado pela companhia, em 1976. À direita, Jobs mostra o Apple II, em 1977.

Anos 80

Em 1983, a Apple começa a vender o "Lisa", um computador desktop para empresas com interface gráfica, o sistema com que a maioria dos usuários está familiarizada até hoje. Um ano depois, surgia o primeiro dos computadores Macintosh (Mac), que formariam uma das mais influentes legiões de usuários da história da tecnologia.


Em 1983, a Apple começa a vender o "Lisa", um computador desktop para empresas com interface gráfica, o sistema com que a maioria dos usuários está familiarizada até hoje. Um ano depois, surgia o primeiro dos computadores Macintosh (Mac), que formariam uma das mais influentes legiões de usuários da história da tecnologia.

1984

Em janeiro de 1984, Jobs apresenta o primeiro computador da linha Macintosh, que deixou os equipamentos da empresa mais parecidos com os outros, especialmente os computadores pessoais da linha IBM, que dominavam o mercado.

Entreatos 1985-1996
m 1985, Jobs sai da Apple após perder uma disputa pelo poder para John Scully, executivo que ele havia tirado da Pepsi dois anos antes. Durante seu exílio da Apple, Jobs fundou a NeXT e comprou a Pixar, estúdio de animação de sucessos como "Toy Story" e "Procurando Nemo", que ele vendeu para a Disney, em 2006, por US$ 7,4 bilhões. Em 1996, a Apple comprou a NeXT, o que abriu o caminho para a volta de Jobs à companhia trazendo na bagagem um sistema que daria origem ao sistema operacional Mac OS X e mais tarde seria a essência do iOS (de iPhone e iPad).

Volta à Apple

Jobs volta à companhia depois de 12 anos afastado. No ano seguinte, ele é nomeado diretor-executivo interino da companhia depois de a empresa registrar prejuízos de mais de US$ 1,8 bilhão e estar à beira da falência. Já no final de 1997, Jobs apresenta uma nova linha de computadores Macintosh chamada G3, e um site que permitia às pessoas comprar produtos diretamente da Apple.

Como nos velhos tempos

A Apple lança o desktop iMac, que recuperava a essência da linha Macintosh original por funcionar em uma estrutura única. Também foi o primeiro computador a dispensar o disquete e apostar no CD. É o retorno da Apple dos velhos e bons tempos.

iPod


Apple inicia uma fantástica trajetória no segmento da mobilidade. A companhia lança o iPod, tocador de MP3 que se distinguia pelo design elegante, pela leveza e pela facilidade de uso. Foi, e ainda é, um sucesso absoluto de vendas. Em 2003, é aberta a iTunes Store, que permite aos usuários comprar e baixar música, audiobooks, filmes e programas de TV on-line. Vendeu 1 milhão de canções em uma semana.

Câncer
Jobs anuncia que foi submetido a uma cirurgia para remover um raro tumor cancerígeno do pâncreas. Em outubro do ano seguinte, Tim Cook é promovido a diretor de operações da Apple. Em 2005, Jobs menciona o câncer em um discurso de formatura na Universidade Stanford: "Isso foi o mais próximo que eu estive de encarar a morte, e espero que continue sendo por algumas décadas".

iPhone

Em janeiro de 2007, A Apple lança o iPhone, que virou de cabeça pra baixo o mercado de smartphones. Com design distinto, tela touchscreen e um ecossistema de aplicativos criados por desenvolvedores independentes, o iPhone, em suas diversas versões, vendeu  até março deste ano 100 milhões de unidades.

Doença à espreita
Em junho de 2008, Jobs aparece muito magro em evento do iPhone, levantando suspeitas de que o câncer havia voltado. Mas a empresa disse que Jobs estava apenas resfriado. Jornalista do "New York Times" que conversou com Jobs afirma que doença é muito mais que um resfriado, mas não põe a vida do executivo em risco. Em vários eventos durante o ano, ele fez brincadeiras no palco sobre sua saúde. Até que a Apple anunciou, em dezembro, que o executivo não participaria da feita MacWorld, elevando mais uma vez as suspeitas. A Apple abre a App Store como uma atualização do iTunes.

Licença Médica
Jobs anuncia, em janeiro, que vai tirar outra licença médica, deixando o comando para Cook. Os motivos até hoje não estão claros.  Em março, o executivo esteve na conferência de lançamento do iPad 2, e em junho também compareceu ao evento anual de programadores da Apple. Nas duas ocasiões, Jobs estava magro e visivelmente enfraquecido.

iPad

Apple anuncia o tablet iPad em janeiro e começa a vendê-lo em abril. O produto revela-se um extraordinário sucesso de vendas, atingindo quase 15 milhões de unidades ao fim do ano. O iPad fecha 2010 com o domínio de 84% do mercado de tablets.

Mais uma licença
Jobs anuncia, em janeiro, que vai tirar outra licença médica, deixando o comando para Took. Os motivos até hoje não estão claros.  Em março, o executivo esteve na conferência de lançamento do iPad 2, e em junho também compareceu ao evento anual de programadores da Apple. Nas duas ocasiões, Jobs estava magro e visivelmente enfraquecido.

Saída do comando
Em 24 de agosto, Jobs deixa o cargo de diretor-executivo da Apple sem explicar os motivos. Executivo fica como presidente do conselho da empresa, enquanto Tim Cook assume como CEO. Apesar do ano conturbado, a Apple seguiu apresentando resultados fantásticos. O balanço financeiro do seu segundo trimestre foi o melhor da história da companhia, com lucro de US$ 7,3 bilhões. Em agosto, nas oscilações que seguiram o rebaixamento da dívida americana pela S&P, a Apple assumiu pela primeira vez o posto de empresa mais valiosa do mundo, embora a Exxon Mobil tenha recuperado a posição pouco depois.

Em 5 de outubro, a Apple anuncia a morte de Steve Jobs. No site da empresa, a homenagem ao gênio.