Hoje eu estava na fila de Casa Lotérica de um supermercado. Alem da fila normal, existia a fila exclusiva de prioridades com dois guichês.
Normalmente quando a funcionária chama o próximo da fila das prioridades e as prioridades não existem no momento, ela chama o próximo da fila normal ou mesmo o cidadão se dirige ao guichê ao perceber a referida ausência.
Até aí nada de anormal.
Num certo momento, uma funcionária que estava em um dos guichês destinado a prioridade fala ao microfone:
- próximo...
Após a informação/solicitação da funcionária, eis que um homem de meia idade e ainda no meio da fila, repete apressado:
- vai, vai, vai!
O recado era para o primeiro da fila normal. Mesmo tendo uma idosa na vez, o líder do comboio ao qual me encontrava foi até o guichê livre, numa ação feita mais por medo ou querer atender a vontade do outro homem do meio da fila do que por falta de educação.
Coerente, a funcionária da Lotérica não atendeu o rapaz, dizendo que tinha gente na vez.
O rapaz voltou "todo errado" para o lugar de origem.
E para quem pensou que a revolta foi a pressa do homem do meio da fila e seu desejo quase atendido em detrimento das necessidades de uma idosa, se enganou. Após o episódio, outro cara na fila solta a pérola:
- Isso é um preconceito né? Com a gente da fila normal...
Até parece que todo mundo é eterno e ninguem vai envelhecer um dia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário