segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Todos somos eternos e nunca vamos envelhecer
Hoje eu estava na fila de Casa Lotérica de um supermercado. Alem da fila normal, existia a fila exclusiva de prioridades com dois guichês.
Normalmente quando a funcionária chama o próximo da fila das prioridades e as prioridades não existem no momento, ela chama o próximo da fila normal ou mesmo o cidadão se dirige ao guichê ao perceber a referida ausência.
Até aí nada de anormal.
Num certo momento, uma funcionária que estava em um dos guichês destinado a prioridade fala ao microfone:
- próximo...
Após a informação/solicitação da funcionária, eis que um homem de meia idade e ainda no meio da fila, repete apressado:
- vai, vai, vai!
O recado era para o primeiro da fila normal. Mesmo tendo uma idosa na vez, o líder do comboio ao qual me encontrava foi até o guichê livre, numa ação feita mais por medo ou querer atender a vontade do outro homem do meio da fila do que por falta de educação.
Coerente, a funcionária da Lotérica não atendeu o rapaz, dizendo que tinha gente na vez.
O rapaz voltou "todo errado" para o lugar de origem.
E para quem pensou que a revolta foi a pressa do homem do meio da fila e seu desejo quase atendido em detrimento das necessidades de uma idosa, se enganou. Após o episódio, outro cara na fila solta a pérola:
- Isso é um preconceito né? Com a gente da fila normal...
Até parece que todo mundo é eterno e ninguem vai envelhecer um dia.
Normalmente quando a funcionária chama o próximo da fila das prioridades e as prioridades não existem no momento, ela chama o próximo da fila normal ou mesmo o cidadão se dirige ao guichê ao perceber a referida ausência.
Até aí nada de anormal.
Num certo momento, uma funcionária que estava em um dos guichês destinado a prioridade fala ao microfone:
- próximo...
Após a informação/solicitação da funcionária, eis que um homem de meia idade e ainda no meio da fila, repete apressado:
- vai, vai, vai!
O recado era para o primeiro da fila normal. Mesmo tendo uma idosa na vez, o líder do comboio ao qual me encontrava foi até o guichê livre, numa ação feita mais por medo ou querer atender a vontade do outro homem do meio da fila do que por falta de educação.
Coerente, a funcionária da Lotérica não atendeu o rapaz, dizendo que tinha gente na vez.
O rapaz voltou "todo errado" para o lugar de origem.
E para quem pensou que a revolta foi a pressa do homem do meio da fila e seu desejo quase atendido em detrimento das necessidades de uma idosa, se enganou. Após o episódio, outro cara na fila solta a pérola:
- Isso é um preconceito né? Com a gente da fila normal...
Até parece que todo mundo é eterno e ninguem vai envelhecer um dia.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Edifício Master: Eduardo Coutinho era atento aos problemas das grandes cidades
O documentário Edifício Master, de Eduardo Coutinho, morto a facadas pelo próprio filho semana passada, foi uma das indicações de alguns professores do curso de jornalismo da UFRN, mas apenas recentemente tive a oportunidade de ver.
Pelos comentários de outrem e de teasers, imaginava eu que a obra versava sobre um condomínio populoso em que pessoas nem sequer se falavam, apesar das pequenas distâncias entre as portas de seus apartamentos. Também imaginei solidão, depressão e outras doenças.
Tudo que pensei realmente tinha no conteúdo da obra. Tinha tudo isso e mais um pouco. O documentário revelou que a multidão que vive na pouca distância espacial entre uma pessoa e outra, tem diferentes histórias pessoais. Cada um tem uma história de vida. Uma é prostituta, outra já tentou se jogar, um homem que viveu nos Estados Unidos, mora sozinho e é culto, uma mulher que não gosta de dividir o elevador com ninguem, estudante pré-vestibular vinda do interior e até famílias..são alguns dos exemplos de pessoas que vivem num mesmo condomínio.
Em um emblemático prédio de Copacabana, a uma esquina da praia, moram cerca de quinhentas pessoas. O Edifício Master, que dá nome ao documentário, tem doze andares, vinte e três apartamentos por andar e, ao todo, duzentos e setenta e seis apartamentos conjugados.
O cineasta Eduardo Coutinho e sua equipe alugaram um apartamento no prédio por um mês e, durante sete dias, filmaram a vida de seus moradores. Trinta e sete deles são personagens deste documentário que apresenta um retrato complexo e lúcido da vida urbana no Brasil.
A produção reúne depoimentos de pessoas comuns que revelam à câmera seus dramas, sonhos, sentimentos íntimos e, em muitos casos, a solidão. Os moradores de diversas origens e idades contam sua rica história de vida.
Ao mostrar a rotina da vida privada na cidade grande em que os apartamentos são o último reduto da individualidade, o documentário destaca que apesar de habitarem no mesmo local, os moradores raramente se veem, não se conhecem e muitos nem sabem da existência dos outros. O fato de viverem em um mesmo lugar não garante que o senso de comunidade é formado.
O filme “Edifício Master” conquistou o prêmio de melhor documentário no Festival de Gramado e no Festival de Havana, além de outras premiações nacionais e internacionais.
Confira o documentário completo
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Jogo difícil ficando fácil nos pés de alguns
Me surpreendeu a dinâmica de jogo para a época. Só não surpreendeu o futebol de uns peladeiros aí como Pelé, Zagallo, Didi e um cara de pernas tortas.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Pecado Capital
O homem se lambuzava com a gordura dos pedaços desperdiçados que não entravam em sua boca. Com a coxa de frango presa por suas mãos e dentes, se servia sem piedade arrancando as carnes dos trabalhadores que lhe serviam dez horas por dia, seis dias por semana, fazendo de seus negócios produtos competitivos no mercado.
Enquanto se escarnecia dos pedaços que caiam no chão, curtindo os sabores que entravam em sua boca, o homem consumia as calorias dos corpos de cada um dos seus servidores, que dormiam apenas para repor energias e que em seus momentos de lazer consumiam, das vestimentas de marca que eles mesmos produziam à cultura vazia que lhes hipnotizava.
O homem apenas não sabia que tinha também suas carnes dilaceradas. Enquanto não fazia o que realmente queria, talvez porque ignorava o seu querer por nunca ter aprendido que poderia querer diferente, gerenciava seus negócios, e servia a um sistema que lhe fazia de coxa de galinha.
A cada noite se fartava de sua refeição e preparava prazerosamente seu coração cheio de gordura para o infarto. A cada noite, após chupar o osso e extrair todo seu suco, selava seu ritual com um arroto que avisava o resto de seu corpo sobre a digestão pesada no organismo-máquina, que consumiu mais do que deveria.
Tony Budnikas
Enquanto se escarnecia dos pedaços que caiam no chão, curtindo os sabores que entravam em sua boca, o homem consumia as calorias dos corpos de cada um dos seus servidores, que dormiam apenas para repor energias e que em seus momentos de lazer consumiam, das vestimentas de marca que eles mesmos produziam à cultura vazia que lhes hipnotizava.
O homem apenas não sabia que tinha também suas carnes dilaceradas. Enquanto não fazia o que realmente queria, talvez porque ignorava o seu querer por nunca ter aprendido que poderia querer diferente, gerenciava seus negócios, e servia a um sistema que lhe fazia de coxa de galinha.
A cada noite se fartava de sua refeição e preparava prazerosamente seu coração cheio de gordura para o infarto. A cada noite, após chupar o osso e extrair todo seu suco, selava seu ritual com um arroto que avisava o resto de seu corpo sobre a digestão pesada no organismo-máquina, que consumiu mais do que deveria.
Tony Budnikas
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Audiência x Qualidade no rádio
A partir de 1º de janeiro empresários da comunicação que têm rádio AM poderão requerer junto ao ministério das comunicações a mudança para a frequência FM. Isso só vai ocorrer completamente dentro de oito meses a um ano por necessidades técnicas de montagem de rede de transmissão no país, com dificuldade em SP e RJ por terem esses estados suas redes saturadas.
Isso vai gerar uma melhoria na qualidade do sinal das AMs. Até aí nada de mal. Ao entendermos que uma melhor qualidade de transmissão vai gerar concorrência maior no mercado e que atualmente a programação das AMs são bem melhor que as FMs por conta da briga pela audiência (vale qualquer merda-90% da audiência pertence as FMs no Brasil) perguntar não ofende: Essa mudança de faixa vai manter a qualidade na programação ou ainda o que resta de bom conteúdo vai morrer de vez ao ceder para o mercado publicitário?
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Adeus Rossi!
O garçom já não escuta mais lamentações na mesa de bar. A raposa não está mais com as uvas. Itamaracá já não tem tanto encanto assim. O brega ficou doidão. Tudo porque faleceu por volta das 10h desta sexta-feira (20), o pernambucano Reginaldo Rossi.
O cantor, de 69 anos, não resistiu a um câncer de pulmão. Estava internado no Hospital Memorial São José, no Recife, desde o dia 27 de novembro, quando sentiu dores no peito. Dessa vez, entretanto, a dor não era de amor, como as músicas dele espalhavam. Após ser diagnosticado com câncer, chegou a fazer quimioterapia, mas não resistiu.
O brega está de luto. Só nos resta lembrar com muita saudade daquele bailinho.
Rossi hoje se junta a outros reis pernambucanos da musica: Bezerra da Silva, Luiz Gonzaga, Chico Science e Dominguinhos.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
Futebol brasileiro crucificado
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