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| Charge:Néo |
sexta-feira, 11 de março de 2011
O fato triste da semana
Um Terremoto seguido de um Tsunami atingiu o norte de Japão. Historicamente a região conviveu com terremotos, mas o desta sexta-feira (11) foi o maior nos últimos 140 anos e o sétimo mais intenso no âmbito mundial, registrando 8,9 graus na escala Richter. Até o início da manhã foram enumeradas 32 mortes, que passaram para mais de 1000 a tarde.
Portos e aeroportos fechados, pessoas apreensivas querendo voltar para casa acompanhando vídeos e fotos, perca de bens materiais, falta de alimentos, 4 milhões de residência em Tóquio sem energia elétrica e dificuldade em se comunicar por telefonia móvel é o balanço do momento. Mas aparentemente a revolta da natureza cessou no início da manhã, horário do Brasil.
Justamente por conviver há anos com esse tipo de tragédia, o Japão se preparou tecnologicamente e não teve maiores conseqüências. Imaginemos então o mesmo ocorrido em um país menos preparado. Aliás tem especialista dizendo por aí que o Tsunami se deslocará para a via costeira da América Central e pode chegar até em alguns países da América do Sul como o Chile. Aí o bicho pega!
O sentimento que fica nessas horas de catástrofes é o da vida. Os bens materiais passam a ser apenas uma parte do ser, não o todo vaidoso de antes.
A seguir algumas fotos do acontecimento:
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| Barcos são carregados para marina inundada(Foto: FP) |
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| Aviões e veiculos ficaram submersos em Sendai(Foto:kyodo News) |
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| Várias ruas ficaram inundadas por causa do Tsunami em Iwaki, na província de Fukushima(Foto:Kyodo News) |
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| Imagem da televisão japonesa mostra carros submersos na província de Miyagi(Foto:Xinhua/AP) |
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| Turistas japoneses aguardando em aeroporto na Coreia do Sul voltar pra casa(Foto:Yonhap/AP) |
quinta-feira, 10 de março de 2011
Os atores sociais na entrevista (jornalista e fonte)
A definição de atores sociais é uma designação da sociologia, que fala na construção de uma cultura a partir da invenção de crenças, moldando uma realidade. É assim sempre desde que o indivíduo nasce e vive em sociedade. Por isso seus participantes são ditos atores.
Dessa forma, o que se chama de realidade é falso; sendo acreditada como verdadeira quando há representação e continuidade dessa criação num processo sem fim na vida do indivíduo.
Com isso, mesmo o jornalista sabendo que o mundo e suas relações são apenas representações, ele tem o desafio de tentar chegar o mais próximo possível da realidade, graças a alguns questionamentos e a incessante vontade de servir o público.
A finalidade disso é fazer com que a sociedade se sinta presente e atuante na esfera em que atua, e assim poder transformar mais ainda a “realidade” em que vive.
quarta-feira, 9 de março de 2011
De volta a realidade.No Brasil não volta,começa
Todo dia um ninguémm josé acorda já deitado
todo dia, ainda de pão, o zé dorme acordado
todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado
de que o dia insiste em nascer
mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
toda bossa é nova e você não liga se é usada
todo o carnaval tem seu fim
> É o fim
- deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
toda escolha é feita por quem acorda já deitado
toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
e pinta o estandarte de azul
e põe suas estrelas no azul
- "pra que mudar?"
- deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!
Algumas fotos do último dia de carnaval no Recife
terça-feira, 8 de março de 2011
Algumas fotos de segunda-feira de carnaval no Recife
O carnaval vem perdendo o sentido em alguns lugares
Com a indústria do entretenimento cada vez mais se apossando do carnaval, esta festa vem perdendo seu sentido. Aquela festa popular de rua é vista cada vez menos. Os departamentos de marketing de empresas jogam pesado com a carência humana e manipulam uma exclusividade de espaço e brilhantismo.
Basta observarmos o carnaval de Salvador. Difícil acreditar que ali seja festa do povo, a festa conhecida como popular está se elitizando e aqueles que deveriam se divertir estão ficando cada vez mais excluídos. Tem coisa mais separatista e humilhante que objetos como o cordão de isolamento e o abadá com camisas personalizadas? Sem falar nas outras camisas dos camarotes. Essas delimitações visíveis segregacionistas mostram quem pode e quem não pode. Os ricos dentro do cordão, vestindo camisetas diferentes e com espaço amplo e o restante espremido na pipoca. E ainda os defensores da forma dizem que as pessoas se divertem da mesma forma.
Bom rever o conceito de carnaval que temos hoje, se não, aquela alegria autêntica do brasileiro vai se transformar em frustração por não ter e pertencer a indústria que homogeniza as relações sociais.
segunda-feira, 7 de março de 2011
De onde vem um orgulho?
Por que esse orgulho todo dos pernambucanos com sua terra e cultura? Em tempos de carnaval a resposta certamente está no povo, na sua alegria e originalidade. Mas também a soberba que constrói o bairrismo é uma alternativa interessante.
Segundo o Pesquisador e Chefe do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a maximização da sua própria história remonta o período da Proclamação da República. “A gente teve que criar uma nobreza que não tinha (apenas a elite portuguesa no Brasil reunia posses). O refúgio foi buscado no Brasil Holandês. Nassau engrandeceu Recife, trouxe pintores, poetas e engenheiros”, disse. Logicamente esses artistas trouxeram cultura para a capital pernambucana e os engenheiros construíram uma cidade grandiosa em termos de estrutura física, dando a estrutura faraônica que Recife tem atualmente.
Certamente essas características influenciaram as estruturas futuras. Recife já teve o maior shopping Center da América Latina, a maior avenida em linha reta também da América Latina. Maior pólo gastronômico do país; tem o segundo maior pólo médico do Brasil, avaliação feita pela Confederação Nacional de Saúde. Sem contar nos maiores do mundo, o Galo da Madrugada como bloco e o teatro ao ar livre de Fazenda Nova. Sem falar nos clubes de futebol, em que para as pessoas somente os locais Sport, Náutico e Santa Cruz prestam.
Para aumentar as fogueiras da vaidade, o porto e complexo petroquímico de Suape impulsionou não só a economia do estado, como também do país.Vem atraindo muitos empreendimentos em âmbito nacional e internacional. Milhares de empregos disponibilizados vêm atraindo mão de obra de outros estados. O PIB de Pernambuco cresceu acima da média nacional,e mais, foi o estado que mais cresceu no Brasil. É uma megalomania também em fatos e com dinheiro no bolso.
Com tanta grandeza, não seria de se estranhar tanto orgulho do povo pernambucano com suas coisas, independente da classe social. Para ele, tudo não é só bom, como maior em tudo, mesmo que não seja. O otimismo se registra nos rostos, na alegria, na espontaneidade evidenciada na criatividade do carnaval.
Agora, eu como pernambucano e bairrista também, vou entrar nessa: “É lindo ver o dia amanhecer, ouvir ao longe pastorinhas mil, dizendo bem, que o Recife tem, o carnaval melhor do meu Brasil”
Algumas fotos de domingo de carnaval no Recife
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