sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A máfia que afeta os verdadeiros torcedores


“Eita danado”, pensei quando vi aquela fila gigante. Fui na Ilha do Retiro querendo comprar o ingresso do jogo de domingo entre Santa Cruz e Sport no estádio do Arruda. Dos 50 mil colocados à venda, apenas 20% será destinado a torcida do Sport por ser o visitante. E como a torcida rubro-negra está empolgada pelas últimas duas vitórias, foi em peso comprar esses ingressos.


Mas a maior dificuldade não foi enfrentar a fila com os companheiros torcedores. Os cambistas eram os verdadeiros adversários. Eles não respeitaram a fila e entraram no meio da bagunça levando muitos ingressos de estudante e de geral, os mais baratos – R$15 cada. Foi muito fácil perceber a ação dos indivíduos, tanto que polícia quanto os próprios torcedores indignados ao não verem a fila andar, agrediram fisicamente alguns dos infratores.

Depois que a polícia chegou, a coisa ficou mais ordenada. Fomos colocados rigorosamente na forma indiana para trás, mas a fila felizmente começou a andar. Porem, assim que chegou a minha vez após quatro horas debaixo de sol forte (9h às 13h), fui informado que não havia mais ingresso de estudante nem de geral, somente de arquibancada inferior – R$30.Torcedor é tão apaixonado que um deles disse: "Se fosse pra comprar um presente pra minha mulher, ia encarar um fila dessa nem a pau", rindo.


Sai sem ingresso e enquanto tomava meu primeiro gole de água na manhã/tarde dou de cara com um cambista assustado. Queria me vender o ingresso de geral por R$10,00 a mais. Falei que se ele fizesse por R$20,00,levaria dois. Ele foi irredutível, só vendia por R$ 25,00 e ainda sinicamente me perguntou se aquilo tinha saído a R$20,00 para ele. Eu sabendo que ele deu o golpe na bilheteria furando fila e comprando por R$15,00 fiquei calado. Fui embora sem querer colaborar com aquela atividade.

No sono uma quedinha de energia,acordado a realidade era de um apagão


Aqui em Recife, acordei com calor,falatório da minha mãe e a rua às escuras. “Ah,deve ter faltado energia por aqui pela redondeza”, pensei e virei para dormir de novo. Logo de manhã cedo e com conexão restabelecida, vejo num perfil de uma rede social na internet uma amiga comentando que faltara energia em Natal enquanto falava com seus familiares que estão longe via web. Pensei que poderia ser coincidência faltar energia nos dois lugares ao mesmo tempo.

Mas era engano. Os noticiários falavam em blackout em pelo menos oito estados da região Nordeste. Foram afetados: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.  O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Dilton da Conti, afirmou que o blecaute pode ter sido causado por um problema na linha de transmissão entre as cidades de Sobradinho (BA) e Petrolândia (PE). Devido à falha, as usinas de Xingó, entre os Estados de Alagoas e Sergipe, Paulo Afonso (BA) e Luiz Gonzaga (PE) teriam saído de operação, comprometendo o fornecimento de energia em parte do Nordeste.

Políticos da oposição do governo já cobram rápidas explicações do governo federal sobre o caso, em especial o líder do DEM na Câmara, o deputado federal baiano Antônio Carlos Magalhães Neto.

Transtornos

O aeroporto Augusto Severo, que fica na região metropolitana de Natal, teve uma pane geral, já que o gerador do local não funcionou.

Em função do apagão, até o início da manhã desta sexta-feira (04), a edição do Jornal do Commercio, da capital pernambucana ainda não pôde circular. Houve uma pane no sistema de editoração do jornal. Porem, enquanto o sistema Jornal do Commercio de Comunicação sofria baixa no seu meio impresso, a rádio jornal foi responsável por toda a cobertura durante toda a madrugada, com depoimento de populares.

De acordo com a Companhia pernambucana de saneamento (Compesa), a falta de energia dificultou abastecimento nas cidades de Bezerros, Limoeiro e Belo Jardim. Sistema Pirapama está parado.

Em Olinda, um grupo ateou fogo na avenida Presidente Kennedy, uma das mais movimentadas da cidade. De acordo com o major Ricardo Sentes, gerente adjunto do Centro de Operações da Secretaria de Defesa Social, foram registradas ocorrências isoladas de vandalismo e tentativas de assalto.

Também foi registrada uma "inquietação" nos presídios, o que demandou um reforço policial ns arredores destes centros prisionais. Segundo Sentes, o comportamento foi provocado sobretudo pelo calor dentro das celas, que necessitam de ventiladores para aplacar as altas temperaturas.Detentos do presídio Aníbal Bruno, em Recife, aproveitaram a falta de energia para atacar um grupo rival. Um preso foi morto com uma faca artesanal e um segundo detento, atacado a tijoladas, está internado em um hospital da capital pernambucana.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Caras velhas e novas.Mas velhos mesmo são os vícios


Já na posse da nova presidente da República deu dor nas vistas ver José Sarney na posse dela como presidente do Senado. Um cara que já foi presidente da República, governador do Maranhão por diversas vezes e algumas senador, é o tipo do cara que não quer largar o osso. Se fosse um político honesto levado a todos esses postos por ter sido carregado nos braços do povo era uma coisa. Como não é o caso, deu nojo vê-lo, dessa vez na posse dos deputados e senadores na última terça-feira (01) em Brasília.


Sarney é um coronel, manda prender e soltar no Maranhão. A fundação que é dono e que leva seu nome, é acusada de se envolver em transações irregulares com ONGs. Sabendo disso, ou não, o povo ainda o elege, por ser desinformado e se contentar com migalhas do corrupto. Pior ainda são esses que votam e toda a política brasileira, alem da justiça que não é capaz de puni-lo.

A safadeza e cumplicidade da classe política é tanta que Sarney foi eleito pela quarta vez presidente do Senado nessa “nova fase”. Apenas oito dos mais de 40 senadores foram contra a decisão, indicando que a maioria é a favor da sujeira, pois há trocas de favor. Mesmo que eles não se contentam em ter elevado o salário para R$ 26.700. E o povo nisso...


Na posse do eterno presidente do senado, Sarney deu um discurso emocionado dando a entender que esse mandato será o último. Já era tempo, mais de quatro anos com ele seria o cúmulo. Mas a família não vai pretende sair da cena política, pois a exemplo de outras oligarquias nordestinas, Sarney tem a mulher, a filha, o irmão...

Passando de Pai para filho
E por falar em oligarquia, o que dizer de Garibaldi Alves e Garibaldi Alves Filho? O primeiro tem 83 anos, mas o problema não é esse, idade não quer dizer muita coisa. O problema é que ele e sua família oligarca manda no Rio Grande do Norte há pelo menos uns 50 anos e agora caiu de pára-quedas em Brasília porque era suplente de seu filho e este assumiu um ministério de Dilma. O segundo nem sabe como será o ministro da previdência, tá perdido e assim como era presidente da Câmara, será mais uma vez a marionete dos gaviões.
De melhor nessa posse foi o convite do deputado Popó para uma luta com o senador Eduardo Suplicy. Para o embate vai ser cobrado ingresso. Eles dizem que a renda vai ser revertida para instituição de caridade. Essa ação sim é de pagar pra ver.

Baixarias
E por falar em Eduardo Suplicy, sua ex-mulher Marta Suplicy, que é vice-presidente do Senado, já presidiu uma sessão (cadê Sarney?) e cortou o microfone no meio da fala do ex-marido. “Senador Suplicy, acabou o tempo”, advertiu Marta pela última vez. “Agora preciso obedecer à senhora presidente”, retrucou o conformado petista.

De resto só as piadas do deputado Tiririca dizendo que vai chegar por trás em todo mundo e umas advogadas que se prepararam ansiosas para a festa em Brasília afim de ter algum caso sexual com algum político. Romário só registrando presença e indo pegar o avião para o Rio de Janeiro para jogar futevôlei enquanto transcorria 1º dia de sessão legislativa na câmara dos deputados...

Obs: 19 deputados empossados na terça já se licenciaram para assumir outros cargos

Coitados dos que pensam que um dia isso vai mudar.

Bolsa família

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Treinando ao entrevistar o especialista para um dia ser

Reproduzo aqui uma entrevista que eu,Helena e Amanda fizemos na faculdade com o professor do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Juciano Lacerda para a Agência Fotec (Fotojornalismo Expermental em Comunicação-foto e texto na mesma pauta).

A empreitada nos foi solicitada pela professora Maria do Socorro Veloso que ministrou durante o semestre a disciplina de Linguagem Jornalística.Cada grupo ficou responsável de entrevistar um especialista em em uma dada área.Nos sobrou mídia,nada mal para aqueles que já estudam o tema.Diferente de outros mais complexos para pessoas que não têm tanto contato com a especialidade como Ciência e Tecnologia.

Vamos à entrevista:

[Dossiê da Década] Com popularização da internet, mídia hegemônica perde força

Professor da ufrn critica os meios de comunicação tradicionais e ressalta a importância de uma imprensa plural para a democracia
 
Por Amanda Cristina Dantas, Helena Velcic Maziviero e Leandro Luis Cunha



Na entrevista abaixo, o professor universitário Juciano de Sousa Lacerda discute assuntos polêmicos relacionados ao jornalismo atual, como a questão das novas mídias, da extinção dos jornais impressos, da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão e a autocensura na imprensa. Para ele, a imprensa está cada vez mais fechada aos seus propósitos de mercado. Com a expansão cada vez maior da internet como ferramenta de informação, Juciano alerta aos consumidores que é necessário “peneirar”, filtrar e comparar as informações para ter maior dimensão sobre o que se está lendo.

Fotec: Apesar do crescimento das informações em tempo real, estudos comprovam que apenas 12% dos  jornais mantidos por veículos de credibilidade tendem a ser substituídos por redes sociais e conteúdos considerados amadores. Diante disso, como você avalia a questão do futuro dos jornais impressos? E a questão da credibilidade no uso da internet como fica?

Juciano Lacerda: Eu acredito que vai haver por muito tempo o jornal-papel. Esse meio vai se adaptar às necessidades da população e vai se segmentar. Com públicos específicos vai perder seu caráter de massa, pois só tem o caráter de massa aquilo que for estendido para rádio e TV. A procura pelo público segmentado será buscado no nicho da internet, mas a mídia impressa não sabe como explorar isso ainda. Uma tentativa vista é a extensão do conteúdo para assinantes. Os sites com seus cadastros ou os já assinantes têm uma senha e podem ser mercadorias para venda aos anunciantes.

Sobre a credibilidade, tem muita gente escrevendo e isso é muito bom do ponto de vista democrático, mas ela será construída na recomendação, no boca a boca. É o que vai acontecer com a internet, em que vão se formando essas “redes de atenção” e, de repente, uma pessoa escreve e as outras vão recomendando. Então, a reputação é de quem recomenda, não de quem escreve. Dentro do circuito do Twitter é bem assim. Dessa forma, o consumidor vai ter que “peneirar”, filtrar e comparar as informações para ter maior dimensão sobre o que está lendo.

Fotec: A sociedade brasileira assistiu ultimamente a várias demonstrações de censura aos meios de comunicação. Podemos citar como exemplo a censura ao jornal Estadão, à Falha da Folha e à jornalista Maria Rita Kehl, que foi demitida do próprio Estadão por ter expressado uma opinião que aparentemente ia contra a linha editorial do jornal – ainda que isso não tenha sido reconhecido pelo veículo. A partir desses acontecimentos, o jornalista Franklin Martins disse que a imprensa brasileira é livre, mas não é boa. Quais as principais considerações que você faria sobre a questão da censura em nossa mídia?

Juciano Lacerda: Habermas na sua esfera pública faz uma denúncia da colonização dessa esfera pelos interesses de mercado e de Estado totalitário. Nele, China, Irã, Israel, Cuba e EUA na era Bush são alguns exemplos, mas no Brasil isso não se reflete. Os meios de comunicação brasileiros em sua maioria são privados, só que tratam como mercadoria a informação, que é um bem público. O problema é que o discurso do mercado é que estão incluindo na agenda pública temas de interesse público, mas na verdade são assuntos de interesse dos meios de comunicação pelos quais esses grupos econômicos fazem parte, porque muitos deles têm cursinhos pré-vestibular, petróleo e outras coisas. Então é o interesse do mercado com discurso de interesse público. A censura oficial que conhecemos é aquela que a justiça decreta. Não existiu, por parte do governo Lula, um decreto baixando fiscalização para censurar os veículos. Mas existe esse tipo de censura que foi citado.

Fotec: Haveria então uma autocensura da imprensa? Aquela que o jornalista veicula apenas o que é de interesse da empresa para qual trabalha?

Juciano Lacerda: Eu diria que sim. A imprensa cada vez mais tem se fechado aos seus propósitos. Anos atrás os jornais eram mais plurais, hoje vemos repórteres reforçando certos tipos de pensamento. A Folha de São Paulo chama Lula de Anão e o Governo Federal não entra com processo de calúnia ou difamação, nem se manifesta. Em contrapartida tem jornais entrando na justiça para fechar blogs e demitindo jornalistas.

Fotec: Como as TVs públicas devem se policiar para não virarem estatais e consequentemente serem porta-vozes do governo federal?

Juciano Lacerda A TV Pública é um organismo que tem o seu conselho e estrutura constituídos por cidadãos. Essa TV pública que conhecemos está num processo de transição, mas não quer dizer que o governo tenha interferência nela. Um exemplo é o telejornalismo desses veículos, que têm suas reportagens feitas pelas TVs estaduais, então o Governo Federal não tem participação alguma no processo de produção. Se você comparar as produções estaduais, vai ver como é parecido o enfoque das matérias pró-Serra com a das TVs comerciais, devido a essa independência editorial que têm. Por isso, não vejo a TV pública como porta voz do governo Lula. O que acontece é que muita coisa que é notícia e a grande mídia não quer ou não consegue cobrir, a TV pública, no seu papel, acaba fazendo, porque o cidadão precisa saber daquilo. Acho que estamos caminhando para uma independência editorial e econômica.

Fotec: Carlos Castilho, em um artigo para o Observatório da Imprensa, afirmou que o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista não significa o fim do jornalismo, e que isso pode até representar um avanço, com o fim de uma reserva de mercado. Você concorda com essa afirmação? Em sua opinião, qual das medidas seria mais benéfica para o jornalismo brasileiro: obrigatoriedade ou não do diploma para jornalista?

Juciano Lacerda: Esse é um tema bem complicado. Acho que a proposta que foi feita para derrubar o diploma não tem fundamento. Disseram que o diploma cerceia a liberdade de expressão. Então como é que jornais demitem profissionais que não concordam com suas posições? O problema não é o diploma, e sim os meios de comunicação.

Qualquer cidadão pode falar na imprensa, pode emitir opinião e ter espaço, independente de ser jornalista ou não. A questão da internet é que não é um meio tipicamente jornalístico, o diploma seria válido apenas nas instituições clássicas de modelo, na internet seria desnecessário nesse sentido. O que vejo na queda do diploma é uma forma de se adaptar as exigências do mercado de notícias rápidas produzidas por “técnicos” que vão publicar aquilo de interesse do patrão.

Formar técnico atrapalharia a formação acadêmica e teórica, que é o caráter que deve ter o comunicador. A idéia de formar técnicos não leva o aluno a formar outras visões e ter seu background cultural para desenvolver suas atividades. Depois de derrubada a lei de imprensa, a queda do diploma é mais uma forma de controlar a produção. Isso é um problema grande porque estamos nas mãos de 90% de empresas privadas que controlam a informação no Brasil.

A queda do diploma influencia essa boataria que estamos vendo na campanha política para presidente. Não há apuração nem investigação por causa de certos interesses, o que prejudica o exercício do jornalismo. A queda do diploma tem motivações políticas.

Fotec: Quais os principais movimentos hegemônicos e contra-hegemônicos presentes hoje na mídia brasileira?

Juciano Lacerda: Se pensarmos nos últimos dez anos, é um período que marca a entrada da internet. E, nesse período, eu diria que se formaram várias frentes. Uma delas é marcada principalmente pela questão do Fórum Social Mundial, em que, através da internet, muitas ONGs e grupos tiveram a possibilidade de se articular e produzir informação. De certa forma, muitas dessas manifestações do Fórum se caracterizaram como contra-hegemônicas. E a imprensa não soube lidar muito bem com isso.

Fotec: Você diria que a mídia foi culpada pela falta de repercussão do Fórum?

Juciano Lacerda: A mídia não sabe cobrir. Ela só sabe cobrir coisas pontuais. Ela não dá conta da complexidade de um evento múltiplo, em rede, onde acontecem várias coisas ao mesmo tempo, com várias programações e atividades. Não é assim que a mídia atua. Ela não sabe cobrir um evento com esse tipo de proposta.

Fotec: Então, essa questão da contra-hegemonia está muito mais presente na internet? É ela que abre espaço para esse tipo de questão?

Juciano Lacerda: Se você pensar em termos nacionais, então você pensa em internet, porque não se tem nenhuma outra mídia nacional que tenha uma possibilidade contra-hegemônica. Mas se você pensa essa questão em níveis regionais ou locais, aí você vai encontrar, por exemplo, em muitas cidades, o contraponto das rádios comunitárias. Nesses lugares, podemos encontrar o choque entre a mídia hegemônica e a mídia comunitária. Encontramos uma outra visão, outras informações, outras perspectivas. No caso de uma tentativa mais ampla, temos, por exemplo, a agência Carta Maior na internet, a Agência de Informação Frei Tito para a América Latina, movimentos sociais que organizam determinadas ações e que têm páginas na internet. Temos várias tentativas de outras fontes de informação. Em nível nacional é mais complicado, mas em nível local e regional, você vai encontrando outras frentes, como as rádios comunitárias.

Fotec: Podemos dizer que nos últimos dez anos essas iniciativas locais, mais regionalizadas, já afetam a grande mídia hegemônica?

Juciano Lacerda: Agora, por exemplo, está acontecendo um movimento em que três ou quatro Estados do Brasil estão criando seus Conselhos de Comunicação Estaduais e todos os jornais já estão “batendo”. Por quê? Porque se esse movimento começa de baixo para cima, vai chegar um momento em que o Supremo [Tribunal Federal] terá que se pronunciar e, digamos que, analisando as legislações que estão sendo propostas nos Estados, não se encontre nada que fere a Constituição. E aí? Isso quer dizer que, embora não se tenha um Conselho Nacional de Comunicação, já seria um grande avanço se os outros Estados criassem seus próprios Conselhos Estaduais.

Fotec: Mas esses conselhos não afetariam a liberdade de imprensa?

Juciano Lacerda: Não. Longe disso. Esse é um discurso dos grandes meios de comunicação. Por quê? O que esses Conselhos legislam? Eles pedem visto sobre a verba do governo do Estado para os meios de comunicação, buscam saber qual é o valor dessa verba, onde vai ser aplicada e porquê. Tem a ver com, por exemplo, acompanhar os canais federais, os canais legislativos, como a TV Assembléia e a TV Câmara. Mas eles não vão estabelecer nada sobre a imprensa escrita, porque ela é uma empresa privada. Ela se traveste dizendo que defende o interesse público, mas ela é uma empresa privada.

Os Conselhos vão olhar, por exemplo, se está sendo cumprida a Constituição Federal no Estado em termos da rádio difusão. É aí que está o medo dos meios de comunicação, porque eles nunca cumpriram a legislação. Agora, na internet, estamos tendo outros caminhos, como o Fórum Social Mundial e os Observatórios de Imprensa, que são entidades surgidas para fazer a crítica da mídia. Outra frente seriam os jornalistas que saíram ou que atuam na grande imprensa, mas que têm uma visão diferenciada e que estão criando seus próprios espaços na internet para fornecer outros tipos de informações. Esses sim é que tem mexido, de certa forma, com os grandes meios. Inclusive cidadãos também têm construído seus espaços, como o Eduardo Guimarães, que é um comerciante de São Paulo e criou o Blog da Cidadania e o Movimento dos Sem-Mídia ou o [Luiz Carlos] Azenha do Vi O Mundo...Eles têm sido esse outro espaço que está surgindo.

Fotec: Pensando em um viés mais jornalístico, a instantaneidade da internet, que requer textos mais curtos e de fácil leitura, pode comprometer a qualidade do conteúdo produzido?

Juciano Lacerda: Não. Isso é uma ilusão. Essa idéia de textos rápidos e curtos é uma lógica do mercado. Mas a lógica da internet não é essa. A internet tem uma lógica de memória, de armazenamento de dados. O texto curto, na imprensa escrita, era privilegiado por causa da economia do papel. Com a internet, você não precisa dessa economia. É claro que há uma grande parte da internet que acompanha a lógica do hard news, das notícias rápidas. Mas também existem espaços onde as pessoas dão opiniões, escrevem comentários aprofundados, textos longos. É o caso, por exemplo, do Terra Magazine. Eles têm aberto espaço para contextualizações, artigos com textos mais longos e entrevistas.

Fotec: Na última década evoluímos bastante em termos tecnológicos, principalmente quando notamos a popularização da internet e o surgimento da TV e rádio digitais. Mas e o conteúdo? De que forma ele está sendo afetado? Ele está avançando no mesmo ritmo?

Juciano Lacerda: O problema da televisão digital é que ela está se pautando em questões técnicas justamente para esconder a questão do conteúdo. As mídias tradicionais acabam influenciando as discussões sobre a TV digital. É o caso da ABERT e outras entidades das próprias empresas de comunicação. Mas a TV digital poderia fazer muitas outras coisas. O uso dela é comercial ou político. A tecnologia que está aí não é positiva, nem negativa, tampouco é neutra. Vai depender da política de uso que será desenvolvida. A pressão dos meios de comunicação é no sentido de que as coisas continuem como estão e só se aumente a qualidade da transmissão. Não estão preocupados com outras questões.

Fotec: Mark Warshaw - responsável pelo canal Heroes Evolution – disse uma vez que “as velhas mídias não morreram, nossa relação com elas é que morreu". Você acredita que essa frase define a opinião dos consumidores de mídias no nosso século? Como é a nova relação dos consumidores com as mídias tradicionais?

Juciano Lacerda: Acho que, em partes, ela tem fundamento. O público mais recente, que nasceu nessa cultura digital, de fato não é atraído pelo modelo de televisão e jornal impresso. Até porque a idéia de consumo deles é articulada com outras mídias. Por isso, o tempo de uso dessas mídias tradicionais tem diminuído. Agora, em relação ao público tradicional, que já está cativado, a questão é mais complicada. Ainda existe a opção por reallity shows, por programas que não tem inovado no processo. Você vê poucas propostas interessantes, mesmo em termos de indústria cultural. Não estou falando de programas “cabeça”. Estou dizendo que os próprios programas que estão sendo produzidos seguem modelos já muito saturados. Não há uma reinvenção. Mesmo assim, quando se fala em jornalismo, os leitores, nos últimos vinte anos, têm demonstrado uma cultura midiática muito grande. Eles têm conhecimento, mesmo no senso comum, de certas regras, rituais, formas e condições de produção da imprensa.

O Chico Viana tem um artigo no Terra em que ele fala justamente dessa postura de desinformação da imprensa, de coberturas enviesadas por interesses políticos, defendendo determinadas candidaturas. As estratégias de produção da imprensa têm ficado cada vez mais evidentes e o público tem, cada vez mais, desmascarado e comentado estas estratégias. Aquilo que era pauta só de estudiosos ou de jornalistas que faziam a crítica da imprensa nos chamados Observatórios, hoje está disseminado em todos os lugares. No twitter, nos blogs...Todo mundo escreve coisas sobre a mídia, critica a mídia, faz comparações.

Fotec: E quanto às pessoas que estão excluídas do mundo digital e ainda dependem dos meios de comunicação tradicionais? Pode-se dizer que elas são mais suscetíveis às ideologias pregadas pela grande mídia?

Juciano Lacerda: É complicado dizer isso. Muitas pesquisas, desde os anos 1940, demonstram que não dá para dizer que apenas os meios de comunicação têm esse poder. Os próprios meios de comunicação atuam sobre uma demanda da sociedade. Por exemplo, se corrupção é um tema vulnerável, é claro que eles vão atacar nesse sentido. Nesse caso, a intenção não é investigar se há ou não corrupção, mas sim de anunciá-la. Quando a mídia faz isso, ataca a democracia, porque as pessoas não têm um contraponto em que se basear, de dialogar com opiniões diferentes. Então, na verdade, a democracia perde com essa falta de pluralidade dos meios. Se não tivéssemos o contato com a versão do SBT sobre a polêmica da bolinha de papel que foi jogado na cabeça do candidato José Serra, todo mundo ia pensar que realmente aquilo que foi arremessado era um objeto perigoso. É esse contraponto que interessa para a democracia.

Sobre a população, hoje em dia sempre tem alguém que está na escola ou na faculdade. Por ter acesso à informação, essa pessoa acaba sendo referência para a família e para a comunidade ao trazer o debate para casa. Então ele é um tipo de mediação muito parecida com os líderes de opinião dos anos 1940. O outro aspecto são referências comunitárias, como padres, pastores, uma mercearia, uma farmácia, moradores antigos e até aqueles que estão sentados num bar e são mais informados. Independente de ser informação ou ditado popular, sempre vai haver uma visão crítica do cidadão.

Fotec: Você citou a comunicação comunitária e regulação da mídia - questões essas que foram debatidas na Confecom. Só que não estamos vendo esses pontos serem debatidos nas eleições. Por quê?

Juciano Lacerda: Porque isso não interessa aos meios de comunicação e, para os políticos, não interessa entrar em crise com os meios de comunicação. Eu acho que nessa campanha o papel da imprensa tem sido mais confundir do que explicar. Essa sensação que a imprensa passa, por exemplo, de que a campanha presidencial está sendo marcada pela violência, pela briga, pelo tumulto, etc. Você chega nas ruas e cadê a violência? Cadê a confusão? Não há. Isso só aparece no discurso dos meios de comunicação. Cada vez mais a imprensa tem se distanciado do mundo, da vida real. Ela produz acontecimentos que não necessariamente se respaldam na realidade do dia-a-dia.

PERFIL
O jornalista Juciano de Sousa Lacerda é Doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos. Ele ministra aulas de Teoria da Comunicação na UFRN e é vice-coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação para a Cidadania, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Atualmente desenvolve um projeto sobre comunicação comunitária e a convergência digital. Apesar de ser defensor das novas tecnologias, gosta de ver filmes no cinema e seu gosto musical “parou nos anos 80”. O vice-coordenador do Grupo de Pesquisa Pragmática da Comunicação e da Mídia (PRAGMA-UFRN), também gosta de conhecer novos lugares, sejam eles através de viagens ou leituras, e de fazer amigos.
Site de pesquisa: http://convergenciacomunitaria.wordpress.com/
Twitter: @jlacerda

FRASES
“A queda do diploma influencia essa boataria que estamos vendo na campanha política para presidente. Não há apuração nem investigação por causa de certos interesses, o que prejudica o exercício do jornalismo. A queda do diploma tem motivações políticas.”

“As estratégias de produção da imprensa têm ficado cada vez mais evidentes e o público tem, cada vez mais, desmascarado e comentado estas estratégias. Aquilo que era pauta só de estudiosos ou de jornalistas que faziam a crítica da imprensa nos chamados Observatórios, hoje está disseminado em todos os lugares.”

“A censura oficial que conhecemos é aquela que a Justiça decreta. Não existiu, por parte do governo Lula, um decreto baixando fiscalização para censurar os veículos.”

“O público mais recente, que nasceu nessa cultura digital, de fato não é atraído pelo modelo de televisão e jornal impresso. Até porque a idéia de consumo deles é articulada com outras mídias. Por isso, o tempo de uso dessas mídias tradicionais tem diminuído.”


 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1º de fevereiro de 1974 - O incêndio do Edifício Joelma

 
Por Jornal do Brasil
 
Mal acordara para mais um dia de trabalho, a Cidade de São Paulo parou naquela sexta-feira para acompanhar um dos mais terríveis episódios de sua história. Um incêndio destruiu 18 dos 25 andares do moderno e imponente Edifício Joelma, onde encontravam-se mais de mil pessoas, entre funcionários e visitantes. O fogo começou pouco antes das nove horas da manhã no 12º andar e seguiu invadindo os andares superiores, obrigando as pessoas a fugirem para o terraço. Em menos de meia hora, as labaredas já alcançavam o último andar do prédio. Num ato de desespero extremo, algumas pessoas atiravam-se do alto do edifício.
 
Lá embaixo, uma multidão aglomerada nos arredores do edifício acompanhava tudo, aparentando não acreditar no que testemunhava: O Joelma ardia completamente em chamas. Solidários, muitos pediam calma, através de mensagens improvisadas escritas em faixas ou rabiscadas no asfalto. Outros se apresentavam para ajudar os bombeiros. Contudo, a densa fumaça, o calor infernal, o difícil acesso ao local e a limitação dos equipamentos comprometeram o controle do fogo e o resgate das vítimas.

Um dos momentos mais emocionantes foi o salvamento de uma criança de pouco mais de um ano. Sua mãe saltou para a morte do 15º andar, mas abraçou-se com ela, e acabou protegendo-a do impacto da queda.

Além das mortes em conseqüência das quedas, vários corpos carbonizados foram encontrados nas dependências do prédio. Houve ainda mortes por asfixia. Ao final da operação de resgate, o número de feridos ultrapassava 500 pessoas, entre as quais contabilizava-se quase 200 vítimas fatais.


Socorro e prevenção insuficientes

A catastrófica experiência de incêndio de gigantescas proporções envolvendo construções novas com modernos sistemas de segurança marcou a rotina paulistana no início dos anos 70. Mal a opinião pública arquivava com emoção o desastroso caso no Andraus (1972), o fogo irrompia no Joelma, em decorrência de um curto-circuito em um equipamento de ar-condicionado. E reacendia-se também uma polêmica. Evidenciava-se a urgência em rever, além das deficiências da Corporação dos Bombeiros, a legislação preventiva em vigor, regida ainda por um Código de Obras dos anos 30.

Avatar goleador dá nova alma a time



Goleiro ídolo e titular machucado, hora dele ir vestir a camisa e assumir a responsabilidade quando seu time está mal no campeonato. Saulo, goleiro reserva do Sport, tem apenas 21 anos, mas um bom porte para atuar na posição. Tem 1,98m e apesar da idade e nunca ter saído do clube pernambucano já pode ser considerado experimentado, pois já foi vice-campeão brasileiro Sub-20 com o próprio Sport em 2009 e no mesmo ano, pela suas boas atuações no campeonato, foi convocado para seleção de mesma categoria para jogar o mundial, juntamente com o atacante Ciro, também do Sport.


Sempre quando o goleiro Magrão tinha algum tipo de problema, a torcida do Sport se mostrava tranqüila por ter Saulo como um reserva a altura, e que altura. No jogo de ontem, mais uma vez,não foi diferente. Saulo – o Avatar como é chamando, por ser comparado com o personagem do filme de mesmo nome por ter braços e mãos longas e ter semelhança facial - pegou muitas bolas e fez excelentes defesas, alem de orientar os companheiros em campo e pedir aos céus para aquele gol de desempate saísse e seu time pudesse sair com a vitória.

A torcida já estava impaciente com aquele 1 a 1 contra o inexpressivo Acadêmica Vitória, da cidade de Vitória de Santa Antão, dentro da Ilha do Retiro. As vaias já estavam sendo ensaiadas, o time jogava muito mal.


Perto do jogo acabar, aos 46 minutos do segundo tempo, falta para o Sport pela direita. Parecia ser a última chance clara de gol. Todo mundo desesperado, um time grande que está mal na tabela empatar com um pequeno em casa seria um desastre.  Aí então Saulo teve a idéia de ir para área adversária, olhou para o pragmático técnico Geninho que autorizou a ida de Saulo para lá (Geninho nunca foi ousado, no final do jogo estava com 5 homens de frente e autorizou o seu goleiro para ir à área do outro, muitos acreditam que ele tomou essas decisões de tudo ou nada por não ter muito o que fazer, para salvar seu emprego).
Saulo chegou na área. Mas não o marcaram, não por não ser notado, já que tem porte, mas simplesmente pelos adversários não acreditarem muito que ele seria capaz de fazer o gol. Deixaram Saulo livre. Então Carlinhos Bala levantou a bola em busca dele, que cabeceou a bola para os fundos das redes. Gol. Ilha do Retiro vem abaixo. Saulo sai correndo para comemorar e se machuca, logo no joelho. Ele chora muito (mais pela dor) e sai de campo ovacionado por 22 mil torcedores – a torcida do Sport fez essa proeza em plena segunda-feira à noite – que gritam o nome do herói.



Porem a emoção não tinha acabado, com Saulo machucado teria que ser feita uma substituição, mas não tinha como mais, Geninho ineditamente fez as três que tinha direito, a solução seria colocar um jogador da linha. Foi então Carlinhos Bala, nos seus 1,60m para o gol. Torcida e jogadores que estavam vencendo queriam o término do jogo. A graça foi aquele baixinho cortar uma bola vinda do alto numa cobrança de escanteio. Aí o jogo acabou. Final Sport 2 x 1 Vitória.  



Saulo fez muito mais que defesas e o gol. A atitude de raça do jogador mecheu com todos, jogadores, comissão técnica, torcida e imprensa. Pois raça era exatamente o que tava faltando ao time do Sport, que embora seja um time bom no papel, estava cheio de estrelismos achando que o campeonato ia ser fácil a seu favor. Muitos dizem que a partir de agora o comportamento dentro do campo do time será outro, que vai pegar o espírito de fé e valentia de Saulo (que vai precisar, por que se for constatada lesão no ligamento cruzado do joelho, pode ficar 6 meses fora dos gramados). Parabens a Saulo por talvez salvar o campeonato para o Sport e salvar Geninho.


Confira os melhores momentos do jogo, o gol de Saulo e o "gigante" Carlinhos Bala pegando tudo debaixo das traves:

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Finjo que sei,finjo que entendo


As pessoas às vezes dizem não estarem muito interessadas em certos telejornais em alguns dias. Declaração sincera da parte delas. Pois o pior é dizer que estão atentas ao que estão passando e no fundo não estão entendendo nada, fazendo cara de entendidas quando na verdade o tédio toma conta.

Isso acontece por que as pessoas responsáveis pela elaboração do conteúdo dos telejornais ignoram certos critérios de noticiabilidade, estes que prendem o telespectador. Nas coisas de jornal, critério de noticiabilidade ou valor notícia, é um valor subjetivo que determina a importância que um fato ou acontecimento tem para ser noticiado. São exemplos de valor notícia: novidade, atualidade, proximidade, curiosidade, morte, tragédia, celebridades, histórias de superação,freqüência, o inesperado,precisão, detalhes, etc. Quanto mais valores-notícia aparecerem numa matéria, mais será chamativa.


Porem nem todos que já estão no mercado querem lembrar das coisas de início da faculdade de Jornalismo.A emissora paulista Redetv, querendo alavancar a audiência do seu telejornal noturno Redetv News, trouxe em julho do ano passado Américo Martins, que atuou 13 anos na respeitada emissora pública britânica BBC. Mas até o momento não vem dando certo. Talvez por Américo Martins ter atuado muito tempo em emissora pública, venha tendo dificuldades no atual emprego privado, na moderna sede em Osasco-SP. Só que esse não é o maior motivo do insucesso. Apesar da qualidade e competência que já demonstrou, Américo Martins não está conseguindo enxergar um dos valores-notícia mais importantes de hoje, em tempos de perca de audiência: a proximidade.

O citado profissional bem sucedido sabe aplicar os outros valores-notícia, principalmente a parte internacional, a qual é tradição da BBC há quase um século. Só que a “proximidade” parece estar esquecida, tem muito noticiário de fora do Brasil no jornal da Redetv, que nem é notícia, pois até no nome é News. Não que o noticiário internacional seja menos importante, ele é tão importante que Américo Martins dá o seu devido valor. Mas o telespectador aqui não vê como aquilo tudo tão distante pode afetar na sua vida prática, alem de nem sempre vir com contextualizações compreensíveis da realidade do outro. Américo Martins erra ao ficar segurando a sua bíblia (manual de jornalismo da BBC) e aplicar sua experiência britânica aos moldes do Brasil.

Está cheio de fato interessante Brasil afora querendo ser pauta, basta saber aproveitar.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Alívio e expectativa dos italianíssimos

O atual campeão mundial de clubes de futebol, a Internazionale de Milão, da Itália, carrega consigo uma curiosidade. Todos os seus titulares (incluindo os brasileiros Júlio César, Maicon, Lúcio e F.Coutinho) do goleiro ao centroavante, alem do treinador (o brasileiro Leonardo), são estrangeiros. Como a estratégia vinha dando certo, acarretando inclusive em títulos internacionais, não tinha o porque mudar.

Mas só foi perder a liderança do campeonato nacional, para a coisa começar a mudar. O time precisava contratar, e apesar de ter dinheiro em caixa, ninguém é maluco de jogar dinheiro fora em um mercado inflacionado e às vezes aventureiro como o futebol. A solução então foi buscar alguém do país. É claro que jogadores italianos possuem , só não faz parte da política de contratações da Internazionale.

O atacante italiano Pazzini, ex-Sampdoria, foi contratado. Logo na estréia nesse final de semana, em um jogo cheio de emoções contra o Palermo, Pazzini espantou a desconfiança de que quem é da terra não tem valor e fez dois gols na virada da Inter por 3 a 2.

Alívio para Pazzini, para a Inter e para os cronistas esportivos. Estes creditaram a vergonhosa campanha da seleção italiana na Copa da África do Sul, eliminada ainda na primeira fase, à falta de renovação pelo time ser velho, sem renovação e pelos principais clubes do país contratarem muitos jogadores de outros países.

O desempenho de Pazzini devolveu esperança para jogadores italianos que sonham em jogar em um clube grande de seu país e para futura seleção italiana. Isso se a política atual de aquisição realmente mudar.

Confira os gols do jogo, incluindo os dois de Pazzini:

sábado, 29 de janeiro de 2011

Seleção de olho puxado com ginga de Brasil é campeã na Ásia


Esse final de semana a seleção japonesa se sagrou campeã asiática de futebol. Sem dúvida o Japão tem o melhor futebol do continente. Muito toque de bola, velocidade e dribles. Características aperfeiçoadas com a contribuição de muitos brasileiros que atuaram lá no campeonato nacional, principalmente a partir do início década de 1990 em diante.Para citar alguns jogadores brasileiros que já atuaram no Japão podemos citar: Rui Ramos, Zico, Alcindo, Dunga, Toninho Cerezo, César Sampaio, Araújo, Vítor Júnior, Dutra, Diego Souza e outros tantos.

No referido campeonato, não deu para a correria das outras seleções, nem do excesso de técnica da seleção da Austrália, que parece mais com futebol europeu, pragmático e de jogadas aéreas, e que fez o jogo da final contra os japoneses. A seleção do Japão é mais completa.

Confira o golaço de Lee no vídeo abaixo: